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Últimas Notícias e Atualidades
Canoa de Tolda analisa a gestão dos reservatórios do São Francisco (16 de janeiro de 2009) A iminente necessidade de reduzir a vazão do baixo São Francisco para valores abaixo do patamar de 1.300 m3/s (limite mínimo de vazão ecológica), como ocorreu no verão passado, é essencialmente fruto de uma gestão dos reservatórios que prioriza apenas a geração de energia e que não prevê qualquer margem de segurança para o caso em que o clima não seguir a risca os modelos cridos pelo gestor, o Operador Nacional do Sistema. Leia mais na análise detalhada (pdf, 72 kb) que a Canoa de Tolda fez desta questão. Ainda que as chuvas tenham recomeçado na bacia e que a necessidade de uma redução de vazão abaixo da ecológica possa ser afastada, uma vazão reduzida abaixo dos 2.000 m3/s e a ausência de qualquer cheia, mesmo que pequena, durante o verão, são medidas danosas ao ambiente do baixo São Francisco: os peixes nesta estação procuram abrigo nos riachos e margens inundadas e com a vazão muito baixa nada disso fica acessível. O resultado é uma redução progressiva de peixes, que é ruim para a Natureza e para os pescadores do baixo São Francisco. A retomada das cheias programadas e a manutenção de um regime de vazão mais elevado de janeiro a abril têm que ser rediscutidas com o IBAMA e a ANEEL, à luz de um uso múltiplo das águas e com respeito ao meio ambiente.
Sai decisão sobre redução de vazão no baixo São Francisco (18 de dezembro de 2008) A ANA , mais uma vez, optou em criar nova situação de impacto aqui no BSF: a decisão de reduzir a vazão do São Francisco abaixo do patamar mínim de 1.300 m3/s até abril de 2009 vai resultar em grandes pardas ambientais e em prejuízo para a navegação (veja notícia integral no link). A Câmara Técnica do Baixo São Francisco já havia evidenciado os prejuízos destas baixas vazões em pleno verão para os usos múltiplos e para o ecossistema aquático. O CBHSF, por sua vez, deliberou pela criação do Grupo de Trabalho Permanente de Acompanhamento da Operação Hidráulica na Bacia do rio São Francisco - GTOSF (veja resolução do CBHSF), que deve agora discutir esta questão e pressionar o IBAMA a não autorizar vazões abaixo do estipulado no Plano Decenal da Bacia Hidrográfica do São Francisco e rejeitar o pedido da ANA. A Canoa de Tolda avaliou detalhadamente o impacto desta redução de vazões no baixo São Francisco, análise que resultou em um relatório técnico encaminhado às autoridades e ao público em geral, mas nunca foi considerado, visto que apenas o ponto de vista dos gestores do rio permanecem valendo. Mais uma vez decisões que afetam as vidas das pessoas aqui são tomadas sem qualquer discussão.
Cronograma de atividades do Comitê da Bacia (18 de dezembro de 2008) (veja no link)
Baixas vazões (16 de dezembro de 2008)
Mais uma vez se repete o quadro de falta de água nos reservatórios das usinas hidrelétricas do São Francisco. E mais uma vez a CHESF e o ONS pretendem impingir um regime de vazões muito baixas em pelo verão, quando toda a fauna do rio se prepara para aproveitar as águas turvas das cheias e o enchimento das várzeas marginais. A consequência desta redução será ainda mas grave do que falta de cheias, que se tornou a regra no baixo São Francisco. E a CHESF já solicitou da ANEEL e ao IBAMA a permissão para reduzir ainda mais as vazões abaixo de Xingó.
Como a CHESF e
O argumento é sempre o mesmo: sempre chove em dezembro. Mas este ano o continente está sob regime de La Niña, como também o ano passado, o que significa chuva pouca na bacia do médio São Francisco e, por conseguinte, muito menos água na calha do rio. Por isso o volume de Sobradinho não atingiu 100% em fevereiro ou março, e também por isso a água acabou agora. Há algum fator imprevisto aqui? Absolutamente nenhum. Apenas a ganância em se tirar do rio toda energia que ele pode produzir, sem nenhuma preocupação com os demais usos, com a fauna e com os moradores das margens. Não há grandes chances de mudar este quadro, porque as vazões acima de Sobradinho estão muito baixas (ver quadro ao lado esquerdo) e as previsões de grandes chuvas não bacia não existem.
Terminadas as filmagens do documentário De Barra a Barra (10 de dezembro de 2008)
No dia 29 de novembro foram finalizadas as gravações do documentário De
Barra a Barra – Pelas Carreiras do Sentido
www.debarraabarra.wordpress.com
Prefeitura de Piranhas, Alagoas, apóia a produção do documentário De Barra a Barra (10 de dezembro de 2008)
A prefeitura Municipal de Piranhas, Alagoas,
concedeu particular apoio para o projeto do documentário De Barra a
Barra, ao permitir que nosso amigo Mestre Aurélio se ausentasse de seu
posto na Secretaria de Turismo (S. Aurélio é responsável pela canoa de
tolda Piranhas, pertencente ao município) para participação das
filmagens
.
CODEVASF de Alagoas apóia ações da Canoa de Tolda (09 de dezembro de 2008)
A 5ª. SR da CODEVASF, em Penedo, Alagoas, vem apoiando diversas ações da
Sociedade Canoa de Tolda, através da disponibilização de veículos para
implantação de diversos projetos como o Rio de Baixo – Centro de
Audiovisual do Baixo São Francisco, e a produção do documentário De
Barra a Barra – Pelas Carreiras do Sentido Deixado. Este acordo foi
firmado em setembro último, a convite da própria CODEVASF, que há vários
anos vem acompanhando as iniciativas de nossa entidade.
Canoa de tolda Luzitânia agora é patrimônio histórico nacional (01 de dezembro de 2008)
Após cerca de oito anos aguardando, finalmente foi emitida a notificação
de tombamento da canoa Luzitânia, pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional, ligado ao MinC – Ministério da Cultura.
Trata-se de um reconhecimento inédito no Brasil, sobretudo por se tratar
de uma embarcação tradicional a vela, construída há quase cem anos
atrás, pelos mestres carpinteiros tradicionais do Baixo São Francisco.
Sua história com a Sociedade Canoa de Tolda e o trabalho de restauro
significam quase dez anos de grandes dificuldades, no entanto
alimentadas pelo sonho de manter a Luzitânia navegando na margem do
Baixo São Francisco.
APA da Foz irregular não deve ser revogada (01 de dezembro de 2008)
A esperada APA Federal da foz do São Francisco corre o grave risco de
não sair do papel, de fato. O atual Governo de Sergipe não demonstra
qualquer intenção concreta de revogar o decreto irregular que criou a
Unidade de Conservação Estadual, editado no governo anterior. A
resistência, por parte do governo do estado, em revogar o ato, coloca em
grave risco toda a região, que a cada dia é contemplada por conflitos
fundiários graves, como na região do Saramem e Resina, além da pressão
da especulação imobiliária e da atividades petrolífera e de
carcinicultura insensatas. Temos ainda, na mesma região, projetos
governamentais de grande impacto como a construção da rodovia
Pirambu-Brejo Grande, e uma possível ponte ligando os municípios de
Brejo Grande a Piaçabuçu, em Alagoas.
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