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A Luzitânia Sofre Vandalismo em Festa Realizada no Porto da Marinha, Brejo Grande

Temos a informar, consternados, que na noite de sábado (dia 29) para domingo (30 de abril), em festa de trio elétrico realizada no Porto da Marinha, Brejo Grande, aparentemente para inauguração da obra (a mesma que foi o pivô dos acontecimentos de março último), não podemos afirmar, a Luzitânia foi invadida por pessoas participantes da festa. Estes cidadãos transformaram a Luzitânia em banheiro público, pisotearam a pintura recém realizada em seu interior, em flagrante demonstração de ausência de educação e respeito pelo trabalho de tantos anos e pelo que aquela embarcação significa. Para completar, mesmo os comerciantes que armaram suas barracas de capeta, batatas fritas e bebidas junto à canoa, por sua vez se encarregaram de jogar seus lixos - mesmo havendo um grande tonel que ali instalamos para manter tudo em limpeza completa - em nosso local de trabalho.
Destruição e fezes no fundo da canoa O convés de popa todo pisoteado
 
É lamentável que o poder público local seja incapaz (havia policiamento na área) de fazer valer seu dever de manter a ordem, limpeza local e proteger o patrimônio de cidadãos e entidades. Valeu o cada um por si. Lembramos também que sequer fomos comunicados através de ofício (a Prefeitura de Brejo Grande não responde a qualquer documento enviado, ainda que tenhamos todas as cópias devidamente assinadas como recebidas) sobre a referida festa.
 
E assim, gradativamente, as beiras de rio em nosso Baixo São Francisco, seja em Sergipe, seja em Alagoas, vão sendo transformadas em ¨orlas¨, descaracterizando completamente o traço de união das comunidades com o rio. O que importa é haver um espaço para a instalação de bandas, trios elétricos, para que o circo seja montado. Percorrendo-se o Baixo São Francisco em época de carnaval, ou festas de Bom Jesus, no ¨dia depois, da ressaca¨, é chocante a quantidade de lixo jogado, dejetos humanos, latas de bebidas, garrafas, e de tudo um pouco.
 
Voltando atrás, lembramos a festa, organizada exclusivamente pelos alunos do Programa EJA - Educação para Jovens e Adultos, membros da comunidade e pela Sociedade Canoa de Tolda no ano passado para homenagear a Luzitânia, foi um exemplo de educação e comportamento por parte de todos. Pois o porto estava cheio de gente (da comunidade), as quadrilhas, maracatus, grupo de capoeira, banda das crianças, todos se apresentaram, proporcionando confraternização, entretenimento, tudo em paz. Tudo em ordem, sem o menor problema. É um exemplo que merece uma reflexão não muito profunda para se entender o que de fato acontece nas festas similares as do último final de semana.
 
O descaso, o ranço, cada vez mais explícitos, do poder público local para com as atividades da Sociedade Canoa de Tolda, no entanto nos servem de combustível para seguir sempre em frente. Já estivemos muito mais longe e não serão elementos efêmeros, sem qualquer relevância, que irão se transformar em pedra. De qualquer forma, a Canoa de Tolda agradece a todos que estiveram e ainda estão, acreditando, juntos por tempos melhores no Baixo São Francisco.

 

Prefeitura de Brejo Grande cerca o estaleiro provisório da Luzitânia e paralisa as obras de restauro (10/03/2006)

À revelia da Sociedade Canoa de Tolda, a Prefeitura Municipal de Brejo Grande passou uma cerca de 10 fios rente ao estaleiro temporário da canoa Luzitânia, com estacas de cimento com as pontas para dentro do estaleiro. A cerca impede completamente a continuação do restauro da canoa Além disso, a prefeitura despejou o entulho da obra em baixo da canoa e em torno do estaleiro provisório.

É de uma total insensibilidade a atitude do prefeito Carlos Ferreira, além de arbitrária, pois a Canoa de Tolda não foi consultada: houve a quebra de um acordo verbal, no qual a cerca não seria montada enquanto não houvesse terminado a obra de restauro da canoa e procedidas as comemorações do lançamento, na rampa da Marinha. Ao invés,  tudo foi feito durante nossa ausência. A própria obra de "revitalização" da rua de acesso ao Porto da Marinha é, em si, a demonstração da falta de visão do prefeito sobre o que seja turismo sustentável, pois tornou uma aprazível rua num corredor cercado de um paredão de arame farpado, com prejuízo visual. Acrescente-se ainda que as cercas à direita e à esquerda da rua, em sua maior extensão, estão cercando os limites da propriedade de terceiros, o que caracteriza mal uso de recursos públicos. Em conjunto, a atitude do prefeito apenas vem confirmar sua forma desrespeitosa em negociar com a Canoa de Tolda, pois nunca respondeu a qualquer um de nossos mais de 10 ofícios à Prefeitura Municipal de Brejo Grande.

É preciso ter em mente que a remoção do estaleiro provisório para a sua atual posição (exceto pela questão da cerca) foi aceita de forma pacífica pela Canoa de Tolda, pois nunca houve a intenção de causar qualquer problema ou embaraço à prefeitura. O estaleiro antigo, erigido antes da remoção, era uma réplica dos estaleiros tradicionais do baixo São Francisco, mantido impecavelmente limpo e transformado naturalmente num centro de atração da comunidade (inclusive com festa do grupo do EJA, em junho de 2005), que ali vinha se reunir: pescadores, barqueiros, mulheres, crianças, turistas, todos atraídos pela beleza da obra, única, e da própria Luzitânia. Todos era bem recebidos e tinham, sempre que possível, direito a uma visita guiada pela obra e pelo estaleiro, uma prosa com Mestre Nivaldo (sempre disposto a contar algo sobre o trabalho, uma explicação, uma história). Além disso, os pesquisadores guardavam ali por vezes suas redes e apetrechos de pesca, vinham solicitar um auxílio para reparo de embarcações, etc. Enfim, o estaleiro trouxe ao porto u,a vitalidade natural, pois concentra atividades próprias da população das margens. Também turistas de todo o Brasil, ao embarcarem para os passeios pelo rio ou atravessarem pela balsa para e de Piaçabuçu, eram atraídos pela Luzitânia. E agora, tudo foi lamentavelmente suprimido.

A presidência da Canoa de Tolda de imediato oficiou a prefeitura, protestando sobre o ocorrido e solicitando o cumprimento do acordo verbal entre a Canoa de Tolda e a prefeitura para o bom andamento da restauração. A CHESF, maior patrocinadora atual do Projeto Canoa de Tolda, já foi informada e está tomando as providências cabíveis. Por outro lado, a TV Sergipe já filmou o ocorrido e logo a reportagem estará no ar (às 12 h do dia 15/03/2006).

Vejam na página de abertura do portal as fotos da intervenção insensível da prefeitura e baixem o texto do ofício da Canoa de Tolda ao prefeito Carlos Ferreira. Como comparação da situação atual do estaleiro provisório da canoa Luzitânia e de seu estado anterior, observem as fotos do comunicado 012.

 

Autorizada a instalação do estaleiro temporário para as obras da Luzitânia em Brejo Grande (29/04/2005)

Foi autorizada a construção do estaleiro temporário para o término das obras da Luzitânia. Após vários ofícios da Canoa e Tolda, a Prefeitura Municipal de Brejo Grande, através da Secretaria Municipal de Obras, emitiu um alvará licenciando a construção do telheiro no porto da Marinha. O estaleiro terá uma arquitetura integrada à paisagem ribeirinha e servirá ao mesmo tempo de local de trabalho, ponto de encontro dos que se interessam pelas embarcações do São Francisco e atração importante para o turista que passa por Brejo Grande. O porto da Marinha oferece a passagem de balsa para Piaçabuçu e tem se tornado o ponto de partida para visitas turísticas à foz do rio (veja comunicado 008b)

 

Reservatório de Sobradinho está a 98% de seu volume máximo, e enchendo (11/04/2004)

De acordo com os dados disponíveis no INPE, Sobradinho está hoje, dia 11 de abril, praticamente sangrando, com pouco mais de 99% de seu volume de reservatório repleto de água. A vazão afluente é grande e excede a defluente em quase  1500 m3/s. Como previsto há uma semana pela Canoa de Tolda, haverá com enorme probabilidade uma cheia repentina no baixo São Francisco, pegando desprevenidos os ribeirinhos, que enfrentam nos últimos dias uma redução do nível do rio.  De fato, a defluência em Xingó foi reduzida na semana passada em 1.500 m3/s, trazendo o rio ao seu nível comum, antes da presente elevação artificial de nível. Esta manobra deu a todos os locais a impressão de que não haveria mais a possibilidade de cheias. Não há dados para esta semana no portal da CHESF, nem qualquer previsão do que será feito nos próximos dias, disponível a um público maior.

Restauro da canoa de tolda Luzitânia poderá ser apoiado pela CHESF (08/04/2005)

Após negociações, a Canoa de Tolda recebeu o sinal verde da CHESF para o Projeto Canoa de Tolda, que prevê a restauração e armação da Luzitânia, em prazo curto. Nos próximos dias deverá haver a assinatura do patrocínio.

Canoa Luzitânia no seco (05/04/2005)

A operação de retirada da canoa Luzitânia, semi-submersa, das águas do porto da Marinha, em Brejo Grande, SE, para o local onde será construído o novo estaleiro, programada para dia 4 de abril, foi realizada com sucesso. Veja detalhes no comunicado 008/2005.

Resgate realizado com êxito

Com a operação iniciada em Pão de açúcar no dia 26 de março, sábado, o resgate da Luzitânia foi uma operação bem sucedida. O apoio do povo das margens, em particular Zé da Balsa (Piaçabuçu) e seus colegas e de Avelardo (Mato da Onça), mas também de todos os que contribuíram, dando uma força no transporte da carga, auxiliando na amarração da Luzitânia, fornecendo peixe e frutas, foi fundamental. O carinho e atenção dispensados em cada parada pelos ribeirinhos, sempre entusiasmados em ver uma canoa de tolda, ainda que semi-submersa, foram apoios extras para a operação. Vejam detalhes no comunicado 007/2005

Resgate da Luzitânia começa no sábado, dia 26 de março.

Com o auxílio do povo das margens, a Sociedade Canoa de Tolda vai rebocar a Luzitânia ao longo de 230 km do baixo São Francisco, do Mato da Onça (município de Pão de Açúcar) até Brejo Grande (SE), quase na foz do rio. Será uma operação arriscada, para a qual não foi concedido o apoio da CHESF, pleiteado há dois dias, nem sequer tambores usados e o transporte de Recife para Pão de Açúcar. Espera-se que esta situação seja revertida em futuro breve, com a aprovação do projeto encaminhado à empresa para consolidar a parceria na restauração e armação da canoa. Para detalhes veja o comunicado 006/2005.

 

Apoio da CHESF pode surgir na forma de projeto (21/03/2005)

Uma reunião proveitosa hoje com o Superintendente do DORH da CHESF esclareceu à Presidência da Canoa uma série de aspectos técnicos da operação das UHE do rio São Francisco e trouxe importantes informações sobre o modus operandi da empresa em relação ao São Francisco. Também foi sinalizado que a CHESF poderá vir a tornar-se uma parceira na recuperação e operacionalização da canoa Luzitânia, o que era desejado pela Canoa de Tolda. Um projeto completo estabelecendo a parceria será encaminhado à CHESF amanhã, com farta documentação de apoio para uma análise rápida e aprovação pela CHESF, iniciando, assim, um período de colaboração há muito necessário.

O auxílio à operação de reboque, de forma emergencial, também será pleiteado.

 

Luzitânia será rebocada por 230 km até a foz do São Francisco (19/03/2005)

Numa operação única na história recente do São Francisco uma grande embarcação será rebocada naufragada por uma longa distância. Para tal a Canoa de Tolda articulou-se com pilotos de embarcações tradicionais locais e traçou um plano, que envolverá a amarração de um cinturão de contêiners de plástico nos bordos da canoa e o reboque, à velocidade da própria carreira do rio, de Mato da Onça até Brejo Grande. Para tal a navegação será feita durante o dia e também à noite, já que a época é favorável (lua cheia). Todo um apoio aos tripulantes das lanchas envolvidas será montado, para garantir alimentação e turnos adequados; o registro desta epopéia estará em breve disponível neste portal. Até o momento contamos com o apoio institucional da Petrobrás e da Codevasf.

 

CHESF agenda reunião com a Canoa de Tolda , mas um diálogo proveitoso não está garantido (16/03/2005)

Na próxima segunda feira, dia 21 de março, a Canoa de Tolda e a CHESF sentarão juntas para discutir a questão da inundação do estaleiro da Luzitânia e as formas de retomar o restauro e reaver os bens  perdidos. Para tal foi precisa uma sucessão de ofícios ao DORH, nunca respondidos, e dois ofícios ao Diretor -Presidente. Por fim, a Chefia de Gabinete do Diretor-Presidente agendou uma reunião com o Superintendente de Operação. Em encontro rápido com o Presidente da Canoa de Tolda o Superintendente afirmou que os esclarecimentos serão prestados à Canoa de Tolda. Entretanto, não se trata apenas de esclarecimentos, mas de fato de uma ação reparadora efetiva, vindo em auxílio à Canoa de Tolda, como já vieram recentemente os colegas da Codevasf. A Canoa espera que a questão seja tratada do ponto de vista cultural e ribeirinho, e não como uma mera questão de bens perdidos por particular.

Águas de Xingó inundam o estaleiro da Luzitânia (13/03/2005)

A canoa de tolda Luzitânia, patrimônio cultural do baixo São Francisco, foi, pela terceira vez, inundada pelas águas do rio, liberadas pelas comportas de Xingó sem aviso às comunidades e sem aviso direto à Sociedade Canoa de Tolda. No ano passado, na mesma época, o rio havia subido duas vezes, após quase 7 anos sem cheias. Depois da primeira cheia a Canoa de Tolda encaminhou à CHESF pedido de que, a cada nova alteração da vazão do rio, a Canoa de Tolda fosse avisada. A antecedência do aviso poderia ter poupado imensos esforços para salvar o material do estaleiro. Os comunicados 003/2005, 004/2005 e 005/2005 mostram todo o problema ocasionado pela liberação repentina das águas. Para fins de comparação, as fotos mais recentes do estado da canoa antes do alagamento estão disponíveis em Imagens.

 

CODEVASF vai auxiliar a Canoa de Tolda (13/03/2005)

Respondendo ao chamado por solidariedade enviado pela Canoa de Tolda aos parceiros, colaboradores e demais pessoas interessadas na causa do São Francisco, a CODEVASF acaba de posiciona-se ao lado da Canoa na luta para salvar a Luzitânia, cedendo transporte de e para Aracaju, naquilo que se fizer necessário. De acordo com Graça Melo, da Assessoria Regional de Promoção, Marketing e Comunicação,

A Codevasf - Sergipe estará liberando um caminhão para apoio às atividades operacionais que a Canoa de Tolda programou. Dr. Paulo Viana, solidário à situação e em apoio à ONG Canoa de Tolda, determinou a liberação do veículo, sendo necessária, apenas, a ida de Carlos Eduardo até a sede para acerto dos detalhes operacionais, administrativos e burocráticos indispensáveis.
 

A ajuda da CODEVASF fica, desde já, reconhecida a a Canoa de Tolda agradece e espera ter a empresa braço a braço com ela na luta pelo rio São Francisco e sua gente.

 

Solidariedade à Canoa de Tolda (22/02/2005)

O coordenador do Projeto Canoa de Tolda, Carlos Eduardo Ribeiro Jr., enviou mensagem a centenas de colaboradores e simpatizantes das causas da Canoa de Tolda, informando sobre a destruição do estaleiro da canoa Luzitânia, em Mato da Onça (município de Pão de Açúcar, AL) e pedindo a todos que se solidarizem com a Canoa de Tolda, na forma de mensagens aos órgãos competentes e à CHESF, com doações em recursos e material para reforma da canoa e com trabalho voluntário. As respostas têm sido encorajadoras.

 

Canoa de Tolda pede apoio emergencial da Petrobrás (10/03/2005)

Na tentativa de salvar a canoa de tolda Luzitânia, a Sociedade sócio ambiental do baixo São Francisco enviou hoje à Petrobrás pedido para que a auxilie a rebocar a canoa para um local adequado, onde ela possa ser elevada acima do nível das cheias provocadas pela liberação das águas dos reservatórios da CHESF

 

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